Quarta-feira, 7 de Abril de 2010

Tudo se compra... até mentiras por verdades

Por diversas vezes tenho cogitado sobre os media, a sua acção e a sua demanda. Todas essas análises me levam ao mesmo lugar e epílogo epicêntrico de dúvidas e revoltas: quem manda em os media?; quais os interesses que estão por detrás de si?; quem define a sua agenda reiteradamente marcada pelo ‘mono-tema’?; que força têm e até onde vai?; que Sociedade, Liberdade e Estado de Direito são os nossos com os media que temos?; etc. etc.

As declarações o Dr. Emídio Rangel aos senhores Deputados, assim como os comentários que se lhe seguiram como o do Dr. Carlos Magno ontem à noite na rádio ou o de hoje proferido pelo Dr. Paes do Amaral, trazem-me alguma satisfação pela solidariedade de pensamento.

Há muito que tenho procurado lembrar o que ocorrera aquando da última legislatura do Professor Cavaco Silva, em 1994 desferida por O Independente, assim como o modus operandi jocoso, irónico, infame e dispensável com que algumas redacções abordam e deturpam temas e personalidades nas pseudo-notícias que produzem.

Comprei e li o livro do Professor Manuel Maria Carrilho «Sob o Signo da Verdade», da Publicações Dom Quixote, editado em Lisboa no ano de 2006.

 

 

Confesso que não nutro de muita simpatia pelo autor, talvez pelo seu registo do género Mourinho, porém atribuo-lhe o respeito que todos merecemos e sublinho-o pelo conhecimento, pelo percurso, e, também, pela atitude arrojada com que escreveu aquele livro e relatou o episódio, que me abstenho de adjectivar, em que fora protagonista a pedido de outro senhor – A. Cunha Vaz – que muito nos ajuda a perceber como funciona alguma imprensa. Sugiro a leitura do livro ou, caso o tempo seja pouco, pelo menos das páginas 37 e 38.

Talvez um dia possamos imprimir em os media uma Lei de Gresham, no intuito de se voltar a produzir notícias de verdade e a verdade dos factos.

cogitado por vics às 08:36
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Segunda-feira, 22 de Março de 2010

A natureza daquilo que Eles defendem

Não há palavras para se conseguir adjectivar de forma educada e cordial os actos malparidos ou de formação deficiente, desviante ou desajustada.

O Plano de Ordenamento do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina é finalmente colocado à discussão pública numa redacção que já vai na sexta versão e que, mesmo assim, ainda revela falta de consistência, de contextualização e de conhecimento do modus vivendi.

A protecção da Natureza não se faz com o proibicionismo ou com a incrédula concepção de que o Homem não faz parte do ecossistema.

O despovoamento do interior e as problemáticas da periferia e da interioridade têm tomado corpo e aumentado devido as más políticas de ordenamento do território e à desenfreada e fundamentalista protecção de natureza defendida pelos senhores de gabinetes instalados e circunscritos a caves, vãos de escadas ou outros ínfimos espaços da polis do betão, crentes de que no território rural subsistem comunidades de índios ou seres impedidos do acesso à qualidade de vida.

Muito daquilo que existe, subsiste e resiste na Serra de Monchique, assim como no Sudoeste Alentejano deve-se também a uma criatura que faz parte do ecossistema e que merece tanto respeito como os demais seres que do mesmo fazem parte: o Homem.

 

cogitado por vics às 17:43
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Quinta-feira, 18 de Fevereiro de 2010

A plenitude do todo

Ontem postei um pensamento digno de um registo num diário, tendo em conta a intimidade e a introspecção nele desenhada. Tal, mereceu o contacto de alguns amigos muito próximos manifestando preocupação e questionando-me o que escondia eu nas entrelinhas. Por isso, aqui estou para não só sublinhar o que ontem postei, como também para registar um apontamento como se de um sufixo se tratasse porquanto entre as linhas, as palavras e as letras não procurei enfiar, dissimular ou até ludibriar uma qualquer outra cogitação.

Em conclusão e explicação, saliento que ao postar um pensamento autocrítico sobre o que falo e o que penso, estaria, naturalmente, a manifestar incompreensão para com todos aqueles que ousam proferir palavras que não conhecem a significância e ofender-se a si e à inteligência dos outros sempre que falam tudo sobre tudo, autênticos monopolizadores o conhecimento. 

Falo claramente dos TUDÓLOGOS, aqueles que às vezes fazem ensaios sobre o deserto como se de um pântano se tratasse.

cogitado por vics às 20:58
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Sábado, 5 de Setembro de 2009

Surreal Nacional

Mas, muito honestamente, haverá alguém que considere bom o trabalho que era realizado no Jornal Nacional da TVI? Não posso crer. Não havia notícias ali. 

O jornalista tem que ser isento. Tem que ouvir as partes. Sejam quais forem as suas convicções religiosas, políticas, clubísticas, os jornalistas, por força do seu código deontológico, não podem tomar partido por qualquer parte.

Aquele programa não era o Jornal Nacional era somente um chavascal.

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cogitado por vics às 03:36
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Sexta-feira, 4 de Setembro de 2009

O outro lado da coisa

O nosso posicionamento ideológico é de forma, até involuntária, imprimido no cunho que exercemos sobre os nossos actos no dia-a-dia e só damos conta da sua presença quando somos confrontados com uma ideia, uma opinião, um pensamento, diversos dos nossos e nunca por nós considerado, sobre seja qual for a matéria.

Por vezes, apercebemo-nos que existem pessoas que defendem o indefensável, e quando procuramos perceber quais as razões é muito difícil chegar a uma conclusão de honestidade intelectual, mesmo que ínfima.

O mais insólito mesmo reside no quadro em que alguém é citado e é deturpada toda a ideia ou opinião que formulou. Mais valeria, quiçá, pedir para que o prelector inicial explicasse melhor, pois todos sabemos que entre nós existe analfabetismo, iliteracia, info-exclusão e convivemos com isso, sempre com espírito construtivo e de colaboração, porquanto a comunicade constrói-se com todos, todos são necessários, ninguém consegue nada sozinho e o sucesso está na coabitação harmoniosa das diferenças. Assim o sinto.

 

Mas uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. E, há coisas boas e há coisas más. Quando a deturpação é feita à má-fé, então só me remeto para uma estrofe daquele agradável poema de Manuel Alegre que foi musicado e faz parte do património cultural do fado coimbrão, intitulado "Trova do Vento que passa", aqui o deixo:

 

«(...)
Quatro folhas tem o trevo
Liberdade quatro sílabas.
Não sabem ler é verdade
Aqueles pra quem eu escrevo.
(...)»

 

 

cogitado por vics às 12:53
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O Maniqueísmo das opinões

A evolução tecnológica e a revolução da informação de que Peter Drucker tanto tem escrito, propiciou o surgimento de novas formas de expressão e de comunicação e novos agentes nesta área. O aparecimento de espaços de opinião nas edições de os media, blogs, twiter, facebook, hi5, sms, entre outros, é, sem dúvida, um sinal claro de liberdade de expressão e do quadro democrático.

Porém, nem tudo é bom ou está bem, quando hoje, por exemplo, nos deparamos com uma lista infinita de pseudo ou propensos opinion makers, que se transferiram das mesas de café e balcões da 'copofonia' para aqueles espaços de opinião.
Tal como na evolução científica o conhecimento só será bom se for utilizado com bons intuitos – caso contrário poderá assumir contornos que em nada dignificam a dita ciência e provocarão efeitos nefastos ou indesejados para alguém em particular ou até mesmo para o colectivo –, também na evolução tecnológica e da informação as opiniões, os pensamentos, as ideias serão boas se efectivamente não assumirem um registo maniqueísta, em que é criado um Deus e um Diabo e um quadro de oposição nua, crua e inevitável. Este sistema, obviamente propicia também o terrorismo virtual construído e gerido por todos aqueles que reiteradamente num registo do 'não', do 'contra', do 'bota-a-baixo' e da ofensa se refugiam no ridículo e insensato anonimato.
A liberdade de expressão confere o direito de nos exprimirmos sobre determinado assunto, mas nunca podemos perder de referência que a nossa liberdade termina onde começa a do outro. E cada um de nós é o único responsável por aquilo que exprimimos e disso não podemos ter qualquer receio. Bastará talvez ter um maior cuidado na construção da ideia e na formulação da opinião.
Mal está quando uma ideia, uma opinião parte de uma base em que há preconceitos, ‘estereotipização’ e a opinião é formulada com incidência nas pessoas e não nas ideias, opiniões e actos que as pessoas têm.

 

 

cogitado por vics às 12:48
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Quinta-feira, 3 de Setembro de 2009

Boas notícias

Finalmente uma boa notícia vinda da TVI. Demitiu-se em bloco a Direcção de Informação daquele canal televisivo. Estupendo!

De facto só restariam duas escassas hipoteses:

a) Primeira, ou mudavam o nome ao órgão ou grupo de indivíduos que teimavam em fazer de um programa de informação um espaço onde não havia notícias, mas sim e só fazedores de opinião do bota-abaixo, do contra, da indecente e má figura e construtores de notícias baseadas no diz-que-disse e na cosquice, para fazer correr tinta e confusão e ganhar não se sabe quanto ou o quê;

ou

b) segunda, demitiam-se em bloco.

Foi muito boa a opção.

 

Com efeito, apesar da notícia de hoje ser boa, uma coisa é verdade: tudo está mal quando a notícia deixou de ser construída com a matéria comum entre pelo menos três fontes consultadas ou ouvidas, e, sobretudo, quando quem manda em 'os media' são agências de - perdoem a blasfémia - notícias, que ninguém sabe a quem pertencem e quais os seus objectivos. Essa é que é essa!

 

 

cogitado por vics às 13:55
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Segunda-feira, 31 de Agosto de 2009

Frente e Verso

 

O que ela diz...

 

 

E o que ela faz...

 

 

 

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cogitado por vics às 19:48
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Domingo, 30 de Agosto de 2009

Façam o que eu digo, não façam o que eu faço!

Desde as últimas Europeias'09 temos assistido a uma campanha do principal partido da oposição (i.e. o mais votado de entre os partidos da oposição ao Governo da República), no mínimo insólita. Se não se tratasse de uma coisa séria - o Governo do País - até seria naturalmente um bom programa de humor.

Do design, do lettering, às mensagens, de facto, não falta pano para fazer as mangas e para o fato completo. 

Quem lê as mensagens dos outdoors - onde está patentíssima a ideia moralista do «não façam isto», «não façam aquilo», numa clara construção da imagem e conceito matriacal da senhora líder do partido -, até quase nos faz esquecer que ela já foi ministra da Educação e ministra das Finanças. E mais, até quase nos faz relevar os seus actos e decisões.

Com efeito, bem se percebe por que razão é que «não fará comícios, não terá autocarros e será como nos funerais, só vai quem quer» (in Público, edição de hoje). 

 

 

Haja paciência e Deus nos livre e guarde!

 

 

cogitado por vics às 19:16
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Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

O conceito do Respeito

 

Ontem ocorreu o insólito. Terá sido mesmo algo do género de um tsunami, bomba atómica ou catástrofe inigualável em pleno Parlamento. Sim, foi isso: um ministro fê-lo. Fê-lo sem dó nem piedade. Ergueu os dois dedos indicadores espetados e colocou-os em paralelo e na linha dos olhos, mas no ‘andar superior’. Foi a hecatombe! Não há dúvida.
De facto tal ocorrência é sobremaneira inaceitável, em especial por ser a ‘Casa da Democracia’. Aquele mesmo espaço onde ninguém chama palhaço a ninguém, onde ninguém calunia, vaia, ou ofende o adversário das ideias e da ideologia. Onde ninguém descompõe o seu semelhante.
Convenhamos!
Em Março último, o senhor deputado José Eduardo Martins (PPD/PSD) mandou um outro deputado (PS) para um sítio menos próprio, em especial para não adeptos de orientações sexuais dentro do mesmo género. O que lhe aconteceu? Simplesmente, nada. Porquê? Porque não se conseguiu perceber bem as palavras proferidas. Certo. O senhor Presidente do Governo Regional da Madeira, permanente e reiteradamente usa vocábulos e calúnias que descompõe até o garante do sistema político – sua excelência o Presidente da República. Abstenho-me de adjectivar, pois não consegui encontrar um vocábulo à altura e adequado para a situação e para a pessoa em causa. O sistemático tom jocoso e trocista dos líderes partidários Paulo Rangel (PPD/PSD), Francisco Louçã (BE), Paulo Portas (CDS-PP) e Bernardino Soares (PCP) parecem também perder o grau ou dimensão de insulto.
De facto, um gesto vale por mil palavras e talvez um parzinho de palitos sejam das maiores ofensas, em especial para um solteiro. Outro gesto seria muito mais adequado, penso.
Perante a situação ocorrida e o contexto, é inevitável uma questão: a oposição goza de algum estatuto que lhe permita desrespeitar ou estar impune quando o faz? A questão do respeito é imputável e exigida apenas a quem está na posição (no poder)?
Não estaremos a desviar a atenção do essencial e a criar um bode expiatório?
Creio que é absolutamente necessária a tal hecatombe, o tal tsunami ou bomba atómica naquele hemiciclo e que, de preferência, os leve todos. Precisamos mesmo de novos políticos.
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cogitado por vics às 19:15
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Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

Moções Por Portas às Avessas

Os escassos 8,37% de votos que o CDS-PP obteve dos cidadãos votantes do passado dia 7 de Junho, foram suficientes para ‘dar força’ àquele partido minoritário no Parlamento para apresentar uma moção de censura ao Governo.

A moção de censura é uma iniciativa parlamentar com o intuito de derrotar ou constranger o Governo, sendo que quando a proposta é aprovada – ou quando o Governo não consegue aprovar uma contraproposta, esta enquanto ‘moção de confiança’ – é obrigado a renunciar ou a pedir ao Presidente da República a dissolução do Parlamento.
Porém, as moções de censura, no ordenamento jurídico e no contexto do sistema democrático que temos em Portugal, deve incidir sobre a execução do programa do Governo ou sobre assunto de relevante interesse nacional.
Registe-se ainda que no caso de renúncia do Governo, o Parlamento mantém-se em funções e caberá apenas encontrar-se solução para o Executivo, no caso da dissolução parte-se para eleições legislativas antecipadas.
Não se sabe quais são as motivações do CDS-PP e do PPD/PSD – com 31,69 % dos votos nas Europeias últimas, ou seja 2,8 dos 10 milhões de portugueses –, que logo acorreu em auxílio da referida moção.
Certamente, serão os mesmos objectivos delineados pelo líder do mesmo ‘partido do táxi’ que aquando do anúncio do cabeça de lista às Europeias pediu um cartão vermelho ao Governo. Então e a Europa!?
Então e a Europa!?
Então e a Europa!? Pergunta-se! Ou serão os objectivos que o seu irmão - mas esse mais virado à esquerda parlamentar -, apelou aos professores, aos polícias, aos desempregados e a outros 'descontentes', para irem contra-governo e votarem no seu partido e em si, para a Europa.
Convenhamos! Permitam!
Qual é a atribuição do Parlamento Europeu sobre o Governo da República Portuguesa, com efeitos na sua manutenção em funções, ou qual é a competência conferida aos senhores eurodeputados sobre a mesma matéria? Creio que nenhuma. Terá sido apenas o aproveito do ensejo, presumo.
Não podemos descurar que, não obstante a legitimidade dos votos e, subsequentemente dos eleitos, os votantes foram apenas 37,03 % dos eleitores, logo os 8,37% do partido proponente da moção de censura equivalem a cerca de 278.000 habitantes, ou seja aproximadamente 3% da população portuguesa.
Não podemos também descurar que na génese da moção do CDS-PP não estará em causa o não cumprimento do Programa do Governo, nem tampouco o interesse nacional. Aliás, em nada interessa ao país, talvez e apenas à partidarite de política menor.
Atendamos que a conjuntura mundial não é favorável, a crise ainda não se dissipou, o Governo tem uma tarefa difícil pela frente. A atitude reformista é essencial e há sacrifícios que têm, enevitavelmente, que ser feitos. A título de exemplo se não tivesse havido um ataque ao deficit, não estaríamos apenas aqui, o fosso seria mais fundo. Mais: Não deverão os professores ser avaliados? Então podemos lá aceitar que há mais de 30 anos andemos a ver alunos fugir ao monstro da matemática e ao abominável Português? Não deverá prosseguir-se com o investimento público? Então se não forem as entidades públicas a intervir quem é que o fará no actual contexto económico? Então se não avançarmos agora com projectos estruturantes como é o caso do TGV e do Aeroporto, que podemos ter financiamento comunitário, quando é que podemos concretizá-los? Quando estivermos sozinhos? Só com nosso investimento? Será viável?
Sinceramente, creio que o problema actual do Governo e da sua imagem não está na letra, somente na música.
Ao CDS-PP e à sua moção, sinceramente, oxalá fosse possível e esta farpa lhes saísse pela culatra!
cogitado por vics às 20:59
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Segunda-feira, 1 de Junho de 2009

Os donos não são maus, mas oh cães d'um ....

Ouvi há pouco, no carro, o espaço de direito de antena dos partidos e candidaturas ao parlamento europeu. A ciência política sempre foi uma área que mereceu a minha atenção, porém cada vez mais estou mais desiludido com os actores sociais que se encontram nesta área.

De facto, é já costumeiro ouvir políticos atacarem-se uns aos outros invés de apresentar opiniões, ideias, propostas, opondo-se às outras provindas dos outros partidos ou facções, ou – e porque tal não desenobrece ninguém , simplesmente, concordar com elas. Todavia o 'ataque ao homem' é hoje uma constante e a predominante, pois que me recorde do espaço de antena não ouvi uma só ideia.

Temo que caminhemos de mal a pior.

Concordando com o actual sistema político que temos em Portugal e respeitando a existência dos partidos e movimentos que existem formalmente desde o PNR ao POUS, pese embora não concorde com muitas das suas ideias e com a linha ideológica, em especial dos mais extremistas, diagnostico que o problema está na cultura organizacional. Todos os partidos têm-na muito forte. Senão vejamos: quem é o rosto e eterno candidato do PCTP/MRPP? Quem é o rebuscado e recauchutado líder do CDS/PP? Quando aquela cultura é muito forte – e se confirma que isso é mau para tudo e todos , então só há uma solução: mudar de líder. Os partidos precisam de nova liderança, de novos rostos, de novas ambições, de novas ideias, de novos rumos.

Actualmente, creio que eles têm as ideias que os outros já tiveram ou que ouviram nos corredores do Palácio de São Bento, estateladas na calçada do Largo das Cortes, ou acomodadas nas arcadas do Terreiro do Paço. Conhecem-se todos, uns aos outros, eliminaram virtudes, expuseram as nódoas e todos os dias descem ao Tejo na baixa maré para lavar os trapos encardidos no denso e fétido lodo.

Mas também, poderemos pedir mais de um país onde de uma só família se recrutaram dois líderes partidários, um para a Esquerda e outro para a Direita?

cogitado por vics às 22:04
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Quinta-feira, 14 de Maio de 2009

É preciso reinventar a Escola

Na passada sexta-feira, depois de um dia com uma agenda complicada e vindo de mais uma directa, participei numa conferência promovida pela associação de pais e encarregados de educação subordinada à problemática do insucesso escolar.

Acabei por fazer parte da mesa, a convite da organização, uma vez que estava em representação de duas entidades convidadas para o efeito - a primeira que delegou em mim a participação e a segunda por seu o seu efectivo representante. è um pouco desconfortável a posição pois é dupla a responsabilidade e, apesar de sabermos separ o trigo do joio, às vezes quem nos vê e escuta pode não conseguir fazer aquela separação.

A conferência mostrou-se de facto interessante e dela confirmei três ideias-chave que há algum tempo penso nelas e as admito como indiscutíveis: 1.ª, o movimento associativo que trabalha com as populações jovens e estudantis dão um relevante contributo para a sua formação sóciocultural e desenvolvimento pessoal; 2.ª, ainda há pais e encarregados de educação preocupados com a formação dos seus filhos e disponíveis para colaborar com a Escola para a melhorar; 3.ª, o território e o contexto Escola tende a ser um espaço desagradável para os jovens, talvez porque não fala a sua linguagem.

Por isso acho que é preciso reinventar a Escola, torná-la um lugar aprazível e que conquiste a atenção e a estima dos jovens - os homens e as mulheres de amanhã.

É imprescindível reinventar a escola, as aulas, os programas, os conteúdos, os meios, os métodos. Pode até manter-se a mesma letra, mas é preciso mudar a música.

É também preciso apoiar a associação de pais a continuar com iniciativas desta natureza e com forte dinâmica e, também e sobretudo, que os professores e os responsáveis também acorram a estas iniciativas. No plenário apenas vi dois docentes - um do 1.º ciclo e outro do 3.º - e se calhar estariam ali simplemente porque são... pais.

sinto-me: apreensivo
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cogitado por vics às 08:31
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