Quinta-feira, 18 de Fevereiro de 2010

A plenitude do todo

Ontem postei um pensamento digno de um registo num diário, tendo em conta a intimidade e a introspecção nele desenhada. Tal, mereceu o contacto de alguns amigos muito próximos manifestando preocupação e questionando-me o que escondia eu nas entrelinhas. Por isso, aqui estou para não só sublinhar o que ontem postei, como também para registar um apontamento como se de um sufixo se tratasse porquanto entre as linhas, as palavras e as letras não procurei enfiar, dissimular ou até ludibriar uma qualquer outra cogitação.

Em conclusão e explicação, saliento que ao postar um pensamento autocrítico sobre o que falo e o que penso, estaria, naturalmente, a manifestar incompreensão para com todos aqueles que ousam proferir palavras que não conhecem a significância e ofender-se a si e à inteligência dos outros sempre que falam tudo sobre tudo, autênticos monopolizadores o conhecimento. 

Falo claramente dos TUDÓLOGOS, aqueles que às vezes fazem ensaios sobre o deserto como se de um pântano se tratasse.

cogitado por vics às 20:58
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Sexta-feira, 12 de Fevereiro de 2010

Polvo ao SOL

Um semanário português promove a gastronomia tradicional algarvia, sendo que hoje foi servido “Polvo ao SOL” logo pela manhã e lá para a tarde temos mais para quem não ficou saciado ou ainda não provou esse acepipe de Lagos (Algarve), o vulgo polvo seco assado no forno.

Nos dias que correm e que tanto se fala de conceitos também consagrados como garantias constitucionais do Regime, haja alguém que dê alimento ao acordar e ao pôr-do-SOL. Todavia, em tempos de crise e sem saber quem está por detrás do SOL-posto, lá diz o ditado que «quando a esmola é muita até o pobre desconfia».
cogitado por vics às 13:05
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O stress do SOL

A personificação do clima, quais clones, andróides ou robôs, tem colocado a Chuva, o Sol, o Frio e o Vento numa persistente luta por melhores condições laborais que nenhum sindicato conseguiria tão facilmente.

À margem da lei criaram um sistema de turnos para o presente Inverno, com rotação contínua de um dia de trabalho e a subsequente folga no dia seguinte. E então, tem sido assim: num dia estão ao serviço a Chuva e o Vento e noutro o Sol e o Frio. Ora, foi logo hoje, sexta-feira, em que estavam de turno a Chuva e o Vento, que o Sol movido por forças ainda não conhecidas insistiu trabalhar e cedo teve um esgotamento.
cogitado por vics às 11:34
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Quinta-feira, 11 de Fevereiro de 2010

O Anticiclone... da Madeira

Ao longo de todos estes anos – apesar de estar bem consciente da necessidade da chuva – sempre fui preferindo as já desaparecidas ou atenuadas duas estações em que predominava o SOL.

Desde muito miúdo só não desejava mais dias de Primavera ou Verão, fosse qual fosse o mês do ano, pelo facto de ter familiares em Ginetes (Ponta Delgada) e de me terem dito que nos Açores tinham uma figura tipo monstro dos mares que castigava com mau tempo aquelas gentes para que as do continente tivessem SOL.

Actualmente, os tempos são outros e o SOL tem outro brilho e vem proporcionando outros dias e outros climas no continente e que sugere, pelos contornos, raios e intensidade que afinal é na Madeira que não haverá SOL.
 
Apontamento:
Os  Açores têm  um clima temperado marítimo. A latitude, a insularidade, o relevo e a corrente quente do golfo do México  são factores cuja acção conjugada determina as características  climáticas do arquipélago, em particular o seu regime termo-pluviométrico.  A variabilidade dos estados do tempo está também associada às oscilações em latitude do Anticiclone dos Açores  e das perturbações da frente polar .
 
Aproveito o ensejo para mandar um abraço amigo ao primo Manuel, esposa Maria e filhos Brigida, Sancho e Irina. 
 
cogitado por vics às 08:59
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Sexta-feira, 8 de Janeiro de 2010

Diferenças iguais!?

A influência da ciência, do racionalismo técnico e da tecnologia que permitem ao homem um domínio acentuado sobre a natureza, vem sobremaneira sublinhar a crise de valores, ou a contestação dos valores tradicionais, que filósofos, sociólogos e pensadores prologaram no ido século XIX, como sejam Marx, Nietzsche e Freud.

Contudo, uma sociedade do século XXI, moderna e plural, deve assentar em pilares fortes, robustos e bem alicerçados, garantidos pela liberdade, igualdade e democracia, ainda que tenham havido mutações de mentalidades e de valores.

Bem assim, pergunta-se se fará sentido entender como igual o que é diferente, se isso fará algum sentido e se tal não se assumirá como um claro desrespeito às diferenças.
 
Com o devido respeito, ainda que na lei possamos criar normas equiparadas para contextos diferentes não podemos considerar igual aquilo que é distinto.
 
O casamento poderá assumir várias formas – aberto ou liberal, arranjado, civil, de conveniência, morganático, nuncupativo, poliândrico, poligâmico, entre outros –, mas, na minha modesta opinião, mais do que um contrato civil, é um sacramento religioso e nunca pode abandonar esse conceito.
 
 
Apontamento 1
A maior parte das sociedades apenas reconhece o casamento entre um homem e uma mulher, pese embora também seja plenamente reconhecido entre pessoas do mesmo sexo – como se pretende agora em Portugal – nomeadamente na África do Sul, Bélgica, Canadá, Espanha, EUA (nos estados de Massachusetts, Connecticut, Iowa, Vermont e Maine), Holanda, Noruega e Suécia, assim como nalgumas confissões religiosas protestantes.
 
Apontamento 2
Aquilo que Nietzsche se propõe realizar é uma transmutação dos valores, criticando os valores tradicionais, sobretudo os morais fundados no Cristianismo. Aliás, proclama a «morte de Deus», isto é a morte dos valores tradicionais e da submissão do homem aos mesmos. Defende que, «o novo homem», ultrapassado o estado de crise de valores, é o criador de novos valores.
Por seu turno, Marx, critica os valores tradicionais, realçando as diferenças sociais, apontando a luta de classes como forma de superar as diferenças sociais existentes na sociedade.
Por último, Freud centra a sua crítica numa nova concepção do homem, valorizando o inconsciente na explicação do comportamento humano.
cogitado por vics às 03:09
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Terça-feira, 29 de Dezembro de 2009

Somos o que fazemos

Os valores, as dores e os amores que me marcam trago-os à “flor da pele” sem pejo, receio ou vaidade; faço-o, simplesmente, porque não tenho vergonha deles e por nunca sequer pensar que, alguma vez, pudessem criar preconceito ou simpatia de outros, e de grandeza tal, que levasse alguém a fazer o inimaginável, o inaceitável, o deplorável.

Sou católico e tenho os sacramentos todos até ao crisma; sou benfiquista (e sou sócio, o 150618); sou socialista (sou militante – o n.º 30209 – autarca e dirigente partidário); na Universidade fui estudante e dirigente académico; nas colectividades a que me associei fui sócio activo e muitas vezes também assumi funções de direcção. 
Não obstante, não sou fanático nem fundamentalista (politicamente, já votei em branco quando a campanha não foi esclarecedora e já estive contra a indicação do Partido. Recordo, a título de exemplo, quando subscrevi a candidatura de Manuel Alegre a Presidente da República, em que o PS escolhera outro candidato). 
Na vida e em cada momento e cada situação, tenho procurado sempre não confundir contextos, nem misturar sentimentos.
Em suma, sou aquilo em que acredito.
Nunca pensei, porém, que aquilo que sou criasse tal preconceito a terceiros que os levasse a agir num registo em que numa sociedade ocidental, em pleno século XXI e terceiro milénio, não tem o mais ínfimo cabimento e a eventual hipotética aceitação.

Aparte das demais diligências que sou forçado a tomar, hoje integro nas minhas rotinas diárias (e daquelas que realizo logo pela manhã), a necessária consulta da edição online do Diário da República, não vá alguém lembrar-se de ter publicado algo que me prejudique (ou beneficie; o que é mais improvável), voluntária ou propositadamente, e se tenha esquecido de me informar ou notificar.

 

 

Apontamento:
Já Eduardo Galeano nos presenteou da seguinte forma: «Somos o que fazemos, mas somos, principalmente, o que fazemos para mudar o que somos».
 
cogitado por vics às 19:08
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Segunda-feira, 7 de Setembro de 2009

Madeira discriminada

Pelo menos uma vez, concordo com Manuela Ferreira Leite quando diz que «a Madeira foi altamente discriminada e perseguida por ser do PSD»

Com efeito a Madeira foi bastante discriminada. Só que a discriminação foi amplamente positiva.

Porém não sei o que esperar da sua 'promessa' quando afirma que está no seu horizonte a «correcção das injustiças de que a Madeira tem sido vítima».

 

 

 

cogitado por vics às 18:46
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zigue-zague serpenteado da oposição

Quando o combate político se centra na pessoa e não nas ideias que ela tem ou naquilo que ela faz, o resultado não é nada bom.

Com efeito, ou se apresentam ideias alternativas e vontade de actuar de outra forma, fundamentando-o, claro está, ou então cai-se em descrédito, pois o percurso é desenhado num serpenteado zigue-zague, cvom avanços e recuos e reiterados tiros nos pés. 

Jerónio de Sousa disse no debate frente-a-frente com José Sócrates que o PPD/PSD e o PS são diferentes, porém no comicío de encerramento da Festa do Avante lá foi desdizer-se proferindo que «PS e PSD não são diferentes nem vistos à lupa». Por seu turno foi Manuela Ferreira Leite que há quatro anos atrás, depois de várias intervenções sobre Santana Lopes, disse que votara nas legislativas no PPD/PSD porque se estivesse lá Pedro Santana Lopes não votaria assim, agora vem apresentá-lo à Câmara de Lisboa como o seu melhor candidato para aquele município. Outra, a senhora que quis suspender a democracia seis meses para fazer reformas profundas, fala em asfixia democrática quando se refere a uma decisão sensata da administração da TVI (acabar com a vergonha que era um espaço onde deverião haver notícias) e sugere que José Socrates é que é o responsável por essa decisão e depois, insolitamente, vai à Madeira (cujo presidente do Governo Regional foi tão criticado por si, noutros tempos) e diz que o arquipélago não está democraticamente asfixiado.

Deus nos valha!

Haja sensatez, pelo menos!!! Achar-nos-ão tolos?!?!?

cogitado por vics às 18:28
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Sexta-feira, 4 de Setembro de 2009

O outro lado da coisa

O nosso posicionamento ideológico é de forma, até involuntária, imprimido no cunho que exercemos sobre os nossos actos no dia-a-dia e só damos conta da sua presença quando somos confrontados com uma ideia, uma opinião, um pensamento, diversos dos nossos e nunca por nós considerado, sobre seja qual for a matéria.

Por vezes, apercebemo-nos que existem pessoas que defendem o indefensável, e quando procuramos perceber quais as razões é muito difícil chegar a uma conclusão de honestidade intelectual, mesmo que ínfima.

O mais insólito mesmo reside no quadro em que alguém é citado e é deturpada toda a ideia ou opinião que formulou. Mais valeria, quiçá, pedir para que o prelector inicial explicasse melhor, pois todos sabemos que entre nós existe analfabetismo, iliteracia, info-exclusão e convivemos com isso, sempre com espírito construtivo e de colaboração, porquanto a comunicade constrói-se com todos, todos são necessários, ninguém consegue nada sozinho e o sucesso está na coabitação harmoniosa das diferenças. Assim o sinto.

 

Mas uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. E, há coisas boas e há coisas más. Quando a deturpação é feita à má-fé, então só me remeto para uma estrofe daquele agradável poema de Manuel Alegre que foi musicado e faz parte do património cultural do fado coimbrão, intitulado "Trova do Vento que passa", aqui o deixo:

 

«(...)
Quatro folhas tem o trevo
Liberdade quatro sílabas.
Não sabem ler é verdade
Aqueles pra quem eu escrevo.
(...)»

 

 

cogitado por vics às 12:53
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Domingo, 30 de Agosto de 2009

Façam o que eu digo, não façam o que eu faço!

Desde as últimas Europeias'09 temos assistido a uma campanha do principal partido da oposição (i.e. o mais votado de entre os partidos da oposição ao Governo da República), no mínimo insólita. Se não se tratasse de uma coisa séria - o Governo do País - até seria naturalmente um bom programa de humor.

Do design, do lettering, às mensagens, de facto, não falta pano para fazer as mangas e para o fato completo. 

Quem lê as mensagens dos outdoors - onde está patentíssima a ideia moralista do «não façam isto», «não façam aquilo», numa clara construção da imagem e conceito matriacal da senhora líder do partido -, até quase nos faz esquecer que ela já foi ministra da Educação e ministra das Finanças. E mais, até quase nos faz relevar os seus actos e decisões.

Com efeito, bem se percebe por que razão é que «não fará comícios, não terá autocarros e será como nos funerais, só vai quem quer» (in Público, edição de hoje). 

 

 

Haja paciência e Deus nos livre e guarde!

 

 

cogitado por vics às 19:16
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Quarta-feira, 26 de Agosto de 2009

Insolente escárnio e maldizer

Guardo bem presente a "fábula da Cigarra e da Formiga", assim como a mensagem que a mesma preconiza. Sábios foram todos aqueles que encontraram formas elementares de transmitirem valores e ensinarem comportamentos aos nossos concidadãos que são o objecto do processo de formação e de aculturação.

É suportado nesta fábula e na sua mensagem e ensinamento que registo o meu apontamento do dia, depois de ter feito um dos piores exercícios matinais - ouvir um programa de rádio em que entre parvoíces, patetíces, inverdades, laivos de teorias conspirativas, condimentadas com confusões e deturpações, se cinge a um ridículo ataque ofensivo à integridade moral de pessoas e intituições.

Com efeito, naquela rádio, programa e período, assisti, e confirmei, a existência de uma criatura do tipo "cigarra" que pela letra e pela música (leia-se linguagem ligeira, ordinária e pouco adequada para um órgão de comunicação social), desfere ataques pessoais insolentes e sem nexo, confundindo e iludindo aqueles que ingenuamente acabam por 'comprar gato por lebre'.

Sem sombra de dúvida: má cantiga, má música, mau compasso e um péssimo serviço! 

 

cogitado por vics às 20:26
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Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

A morte do artista

Está confirmado. Lamentavelmente. Hoje tomei a triste consciência que afinal o parlamento nacional é uma efectiva sala de espectáculos. Não nos podemos referir ao espaço como um circo, apesar das muitas situações, comportamentos e criaturas circenses, dado o layout existente, pois o artista não está no centro da sala, mas sim encostado a uma parede, portanto numa espécie de palco.

Aconteceu o insólito, o deplorável, o ofensivo, o intolerável e o adjectivado com toda a maior verborreia proferida pelos demais representantes das instituições, partidos e facções, a qual já tinha sido epilogada pelo supra sumo dos vencedores das últimas autárquicas, aquando do seu último discurso à assembleia.
Assisti, em directo, ao debate e consequentemente à ocorrência que legitimou a demissão do senhor professor doutor Manuel Pinho. Confesso que, do ponto de vista político nunca apreciei muito a postura do governante, porém não podemos descurar a elevada competência pessoal, profissional e académica, aliás, reconhecida internacionalmente.
O ‘gesto fatal’ determinou a ‘morte do artista’, do qual essa poderosa classe os media – ao serviço do fundamentalista opositor, orquestrada pelo hino do 'Contra' e ritmados pelo ‘bota-a-baixo’ – apenas relatou as gafes, as previsões falhadas e os insucessos.
Bastou meia hora, apenas 30 minutos, após a demissão pedida e aceite para que a Agência Lusa abrandasse o ritmo e expurgasse a adjectivação passando a considerar o ocorrido na Assembleia como «o gesto inconveniente», situação que despoletou uma série de press release entendendo o Prof. Pinho como um competente ministro com um excelente trabalho desenvolvido.
Daqui resulta apenas uma nua e crua conclusão: Queres ser bom? Morre ou vai embora!
cogitado por vics às 18:01
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Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

Moções Por Portas às Avessas

Os escassos 8,37% de votos que o CDS-PP obteve dos cidadãos votantes do passado dia 7 de Junho, foram suficientes para ‘dar força’ àquele partido minoritário no Parlamento para apresentar uma moção de censura ao Governo.

A moção de censura é uma iniciativa parlamentar com o intuito de derrotar ou constranger o Governo, sendo que quando a proposta é aprovada – ou quando o Governo não consegue aprovar uma contraproposta, esta enquanto ‘moção de confiança’ – é obrigado a renunciar ou a pedir ao Presidente da República a dissolução do Parlamento.
Porém, as moções de censura, no ordenamento jurídico e no contexto do sistema democrático que temos em Portugal, deve incidir sobre a execução do programa do Governo ou sobre assunto de relevante interesse nacional.
Registe-se ainda que no caso de renúncia do Governo, o Parlamento mantém-se em funções e caberá apenas encontrar-se solução para o Executivo, no caso da dissolução parte-se para eleições legislativas antecipadas.
Não se sabe quais são as motivações do CDS-PP e do PPD/PSD – com 31,69 % dos votos nas Europeias últimas, ou seja 2,8 dos 10 milhões de portugueses –, que logo acorreu em auxílio da referida moção.
Certamente, serão os mesmos objectivos delineados pelo líder do mesmo ‘partido do táxi’ que aquando do anúncio do cabeça de lista às Europeias pediu um cartão vermelho ao Governo. Então e a Europa!?
Então e a Europa!?
Então e a Europa!? Pergunta-se! Ou serão os objectivos que o seu irmão - mas esse mais virado à esquerda parlamentar -, apelou aos professores, aos polícias, aos desempregados e a outros 'descontentes', para irem contra-governo e votarem no seu partido e em si, para a Europa.
Convenhamos! Permitam!
Qual é a atribuição do Parlamento Europeu sobre o Governo da República Portuguesa, com efeitos na sua manutenção em funções, ou qual é a competência conferida aos senhores eurodeputados sobre a mesma matéria? Creio que nenhuma. Terá sido apenas o aproveito do ensejo, presumo.
Não podemos descurar que, não obstante a legitimidade dos votos e, subsequentemente dos eleitos, os votantes foram apenas 37,03 % dos eleitores, logo os 8,37% do partido proponente da moção de censura equivalem a cerca de 278.000 habitantes, ou seja aproximadamente 3% da população portuguesa.
Não podemos também descurar que na génese da moção do CDS-PP não estará em causa o não cumprimento do Programa do Governo, nem tampouco o interesse nacional. Aliás, em nada interessa ao país, talvez e apenas à partidarite de política menor.
Atendamos que a conjuntura mundial não é favorável, a crise ainda não se dissipou, o Governo tem uma tarefa difícil pela frente. A atitude reformista é essencial e há sacrifícios que têm, enevitavelmente, que ser feitos. A título de exemplo se não tivesse havido um ataque ao deficit, não estaríamos apenas aqui, o fosso seria mais fundo. Mais: Não deverão os professores ser avaliados? Então podemos lá aceitar que há mais de 30 anos andemos a ver alunos fugir ao monstro da matemática e ao abominável Português? Não deverá prosseguir-se com o investimento público? Então se não forem as entidades públicas a intervir quem é que o fará no actual contexto económico? Então se não avançarmos agora com projectos estruturantes como é o caso do TGV e do Aeroporto, que podemos ter financiamento comunitário, quando é que podemos concretizá-los? Quando estivermos sozinhos? Só com nosso investimento? Será viável?
Sinceramente, creio que o problema actual do Governo e da sua imagem não está na letra, somente na música.
Ao CDS-PP e à sua moção, sinceramente, oxalá fosse possível e esta farpa lhes saísse pela culatra!
cogitado por vics às 20:59
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Sexta-feira, 12 de Junho de 2009

Dividir o Povo para reinar em Bruxelas

No passado dia 7 de Junho, tal como se perspectivara, a maior parte da população não exerceu o dever cívico, nem gozou o direito de cidadania, materializado na acção de votar.

As Eleições Europeias de 2009 deixam-nos, de entre os vitoriosos – todos: os superlativos, os relativos, os especulativos, os putativos, excepto os efectivos, porque afinal, ninguém ganhou com isto, e ainda, os alienados – uma conclusão: aquele que obteve o lugar cimeiro foi a senhora ‘abstenção’. E o mais interessante é que não surpreendeu ninguém. Pois esse sentido terá sido deslocado quase em exclusividade, pelos mais atentos, para a grandeza dos votos brancos e dos votos nulos. Se o nulo é apenas o manifesto de tempo, tinta e actos perdidos – simplesmente, porque não vale nada –, já o voto branco tem um significado.

Quem se desloca à sua secção e à cabina de voto e, simplesmente, dobra o boletim e leva-o até ao depósito na urna exerce um dever cívico, goza um direito de cidadania e manifesta uma opinião: não concorda ou não se revê em nenhuma das candidaturas/candidatos. Domingo, foram muitos os que assim votaram e, talvez, e apenas, por uma única razão: assistimos a uma campanha, no mínimo deplorável. Ataques pessoais, recusa das temáticas inerentes às atribuições do órgão que é objecto do sufrágio, em detrimento da introdução de assuntos ligados a outros órgãos, outros agentes e outras eleições, provocando apenas e só a confusão.

Com efeito, há muitos que interpretando textualmente a ‘teoria do caos’ como se tratasse da ‘teoria da desordem’, ficam à espera do ‘efeito borboleta’, que bate as asas no Brasil e desencadeia um tornado no Texas.
Não basta ofenderem-se uns aos outros e a nossa inteligência, como também a memória de Edward Norton Lorenz (23.Mai.1971 – 16.Abr.2008).
Aparte dos objectivos obtusos ou abstrusos de alguns dos protagonistas, quero acreditar que entre todos haveria alguém de boa fé, que acaba por ser prejudicado, nomeadamente com a sua não eleição e que certamente também se abstraiu da metodologia de algumas das campanhas e do bater de asas de algumas das ‘borboletas’ que se perfilaram.
Enfim, estão escolhidos os homens e as mulheres que em Estrasburgo e Bruxelas são Os Portugueses.
cogitado por vics às 20:29
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Segunda-feira, 1 de Junho de 2009

Os donos não são maus, mas oh cães d'um ....

Ouvi há pouco, no carro, o espaço de direito de antena dos partidos e candidaturas ao parlamento europeu. A ciência política sempre foi uma área que mereceu a minha atenção, porém cada vez mais estou mais desiludido com os actores sociais que se encontram nesta área.

De facto, é já costumeiro ouvir políticos atacarem-se uns aos outros invés de apresentar opiniões, ideias, propostas, opondo-se às outras provindas dos outros partidos ou facções, ou – e porque tal não desenobrece ninguém , simplesmente, concordar com elas. Todavia o 'ataque ao homem' é hoje uma constante e a predominante, pois que me recorde do espaço de antena não ouvi uma só ideia.

Temo que caminhemos de mal a pior.

Concordando com o actual sistema político que temos em Portugal e respeitando a existência dos partidos e movimentos que existem formalmente desde o PNR ao POUS, pese embora não concorde com muitas das suas ideias e com a linha ideológica, em especial dos mais extremistas, diagnostico que o problema está na cultura organizacional. Todos os partidos têm-na muito forte. Senão vejamos: quem é o rosto e eterno candidato do PCTP/MRPP? Quem é o rebuscado e recauchutado líder do CDS/PP? Quando aquela cultura é muito forte – e se confirma que isso é mau para tudo e todos , então só há uma solução: mudar de líder. Os partidos precisam de nova liderança, de novos rostos, de novas ambições, de novas ideias, de novos rumos.

Actualmente, creio que eles têm as ideias que os outros já tiveram ou que ouviram nos corredores do Palácio de São Bento, estateladas na calçada do Largo das Cortes, ou acomodadas nas arcadas do Terreiro do Paço. Conhecem-se todos, uns aos outros, eliminaram virtudes, expuseram as nódoas e todos os dias descem ao Tejo na baixa maré para lavar os trapos encardidos no denso e fétido lodo.

Mas também, poderemos pedir mais de um país onde de uma só família se recrutaram dois líderes partidários, um para a Esquerda e outro para a Direita?

cogitado por vics às 22:04
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