Terça-feira, 5 de Maio de 2009

Uma dona de casa na política

Cada vez mais, toma corpo a ideia de que a lei da paridade não só não resolve o problema, como cria mais problemas.

Entendo que o estabelecimento de quotas na formalização de listas de candidatos só fará sentido e será bem-vindo se estivermos a falar de componentes que efectivamente valorizem as candidaturas, assim como o exercício dos mandatos.

Atrevo-me a sublinhar e a repetir aquilo que já disse a amigos, e nos sítios certos, que devem sim garantir-se números para quotas de mérito, de conhecimento académico, de conhecimento empírico, em listas onde naturalmente fará falta a presença de candidatos com conteúdo, para contrabalançar aqueles que têm apenas rótulo e, também, e infelizmente, os habitués elementos entozoários e epizoários, ou que simplesmente parasitam.

 
A montante deste pensamento, evoco mais um argumento que, não sendo tentativa de estereotipar nada nem ninguém – até porque, genericamente, para o género em apreço, creio que contribui muito pouco, mas pronto é apenas a minha opinião – trazer uma mulher a líder de um partido não foi, talvez a melhor escolha.
Veja-se que, eventualmente, na tentativa de uma colagem (talvez a cuspo) a Margareth Thatcher, interpretou e personificou um ‘boneco’ duro, frio e autoritário, usando a sua imagem em campanhas em que no próprio partido são outros os candidatos, porém, na verdade a estratégia foi, simplesmente,… doméstica, dada a linguagem utilizada.
Os dois outdoors até agora vistos, funcionaria exemplarmente bem para promover qualquer detergente do tipo lixívia ou equiparado. Repare-se que no primeiro, em tons cinza escuro, aparecia a senhora de semblante carregado aludindo a uma “política de verdade”, ou seja “o algodão não engana"; agora surge um segundo, esbranquiçado, mas ainda em tons de cinza, com o mesmo vulto – apesar de denunciar algum estrabismo – o que revela notoriamente a acção lixiviante; tirou a cor e deixou a senhora desconfiada, daí um olho em quem se coloca à frente do outdoor e outro … no balde da lixívia.
Portanto, concluo que, a linguagem doméstica não está muito bem ajustada às campanhas políticas, ou, a estratégia não será a ideal, digo eu.
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cogitado por vics às 08:00
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