Segunda-feira, 29 de Novembro de 2004

O prematuro rejeitado

Ouvi ontem, na TSF, o Primeiro Ministro do Governo da República Portuguesa, Dr. Santana Lopes, lamentar que «este governo a quem ninguém quase deu direito de existir antes de nascer (…) teve que ir para a incubadora para ganhar direito à vida (…) estava na incubadora e via alguns irmãos mais velhos passarem pela incubadora e darem-lhe uns estalos e pontapés».


Perante tais palavras, pergunto-me:



  1. Por que é que o nascituro foi para a incubadora? Devido a má formação fetal? Devido a nascimento prematuro? Ou, devido a problemas ocorridos com o parto? 
  2. Por que é que quase ninguém deu ou quis dar direito à vida ao nascituro, mesmo enquanto feto? Porque se aperceberam de qualquer defeito ou maleita incurável? 
  3. Por que é que os irmãos mais velhos agrediram o recém-nascido? Estalos e pontapés?! Credo! Se a criatura nascida era mesmo frágil ou revelava qualquer doença, é de uma natureza demente e hedionda a agressão dos adultos sobre ela. Isso revelaria uma insanidade dos membros mais velhos da irmandade.
    Por outro lado, um par de estalos e pontapés só caiem, ou devem cair, num objecto de dimensão superior. Talvez inestético ou ignóbil. Mesmo com os animais, há quem faça festas aos exemplares mais bonitos e bata os pés aos mais feios. Mas terá a agressão que ver com beleza ou falta dela?
    Efectivamente, este é o maior Governo de sempre – com mais ministros e secretários de estado - mas será isso motivo de agressão?
    Ou será que a criança é bicéfala? Isso sim, parece-me aceitável. Tem dias que é o Teco que manda, tem outros que é o Tico. O Tico desautoriza o teco e vice-versa e lá vai sobrevivendo a criança (des)orientada pelos comandos superiores; 
  4. Por que é que os adultos batem nas crianças? Há quem diga que «quem dá o pão, dá a ‘criação’ (educação!?!)». Mas também há a intolerância e a violência domésticas. Resta saber o tipo de adultos que temos naquela família, só aí saberemos a razão.

No entanto, permito-me concluir que se a família do número 9 da Rua de São Caetano à Lapa fosse pró-aborto, talvez nada disto acontecesse ou dissesse.


Bem, isto são cá coisas minhas, mas que penso nelas é verdade.
Penso, blog existo!
Estarei certo?


Victor Santos
vics@sapo.pt


 

cogitado por vics às 08:20
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