Domingo, 28 de Outubro de 2012

Vencer barreiras

Ontem pude testemunhar a descolagem dos seniores do JDM da última posição do campeonato distrital de 1.ª divisão, em futebol 11.

Posso afirmar que foi um êxito "tirado a ferros", literalmente, não que a equipa não tenha trabalhado para isso, muito, muito mesmo, pelo contrário. Aliás, o sentimento que um dirigente pode ter sobre aquele empenho, a determinação e performance dos jogadores, é mesmo de orgulho. Não obstante, a dificuldade acrescida imprimida no jogo de ontem decorre do peso da memória dos dois confrontos anteriores com - na minha modesta opinião -, os também dois candidatos ao título, nos quais, certamente, o paradigma não é o do "amor à camisola", da entrega desinteressada e abnegada, sem auferir remuneração, compensação ou prémio. No Monchiquense, este paragima é o que torna ainda mais importante e valorizada a prestação dos jogadores e técnicos, bem como a participação do clube num campeonato dito amador, com as devidas excepções que me abstenho de adjectivar porque da casa de cada um deve preocupar-se o próprio.

 


 

Ontem, os homens do listado azul e negro serrano bateram-se em campo frente a 11 jogadores + IVA, tiveram que subir ladeiras para os ataques e defender nas descidas, viram por cada golo marcado (e foram três), um penalty de resposta, um dos quais em tempo complementar aos já complementares quatro minutos que se haviam revelado insuficientes para garantir um resultado desequilibrado de um empate ou da humilhação. Tudo isto, acrescido de duas expulsões durante o jogo e mais duas posteriores, faz-nos parecer que não basta atirar ao chão, será preciso ainda calcar. Resultado final, três golos que poderiam valer três pontos, foram assim reduzidos a um pontinho apenas. Bem assim, pontuação muito superior a uma das outras intervenientes, seja qual for a escala.

Pergunto-me se uma primeira divisão estará interdita a clubes pequenos, adjectivo implícito não à sua dimensão e à dinâmica de proporcionalidade que desenvolvem, mas ao número de votos que têm numa assembleia geral. Sim, porque vivemos tempos em que não importa o que somos, o que fazemos e como o fazemos, somos apenas reduzidos à insignificância de números. 

Os actos ficam para quem os pratica, os maus e os bons, destes últimos permito-me partilhá-los e desta forma congratular todos e cada um dos homens que ontem honrosamente representaram o nosso Monchiquense.

Muitos parabéns!

Força Monchiquense!!!

 
cogitado por vics às 21:54
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Quarta-feira, 17 de Outubro de 2012

UNIÃO EUROPEIA, Quo vadis? Para ouvir e divulgar

cogitado por vics às 11:13
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Terça-feira, 16 de Outubro de 2012

Economia estrangulada

Vale a pena rever esta intervenção no programa Prós e Contras", transmitido ontem à noite na RTP.

 

cogitado por vics às 08:09
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Quarta-feira, 10 de Outubro de 2012

Relançar o Futuro

Tive a oportunidade e a possibilidade de ser dirigente associativo há mais de 20 anos, alguns deles no sector desportivo, em especial e ininterruptamente nos últimos 5.

Entendo o movimento associativo como um importantíssimo agente de intervenção social, mormente num contexto de crise, em que é imprescindível criar sinergias, estabelecer parcerias, fomentar a entreajuda. Ninguém consegue nada sozinho! Não percamos isso de vista! Nem de que todos temos um desafio arrojado: deixar o mundo um pouco melhor do que o encontrámos!

É por isso que, naturalmente, num quadro de dificuldades como aquele que se vive hoje e que nos lança uma pesada hipoteca ao Futuro, ganha mais força essa tese de que é preciso convergir e relançar objectivos para hoje e para amanhã.

A este propósito permito-me citar um lutador que nos honrou - a nós portugueses e a nós algarvios -, com a sua presença nos últimos jogos olímpicos, mas também e sobretudo no caminho que percorreu para conseguir essa proeza que a todos concerteza nos orgulha, falo de Pedro Martins e a sua frase é «Um atleta motivado não tem limites!»

E permito-me sublinhar que a motivação é igual no desporto, como na vida!

 

 
Pedro Martins - Atleta Olímpico (modalidade Badminton) - Londres 2012

 

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cogitado por vics às 00:15
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Terça-feira, 9 de Outubro de 2012

Tobin 40 anos depois

O fumo branco da reunião de hoje do Ecofin trouxe-nos a novidade de que «A Comissão Europeia avança com o projecto de "cooperação reforçada" para a instauração de uma taxa sobre as transacções financeiras.»

 

A vulgarmente conhecida por 'Taxa Tobin' (em "homenagem" ao seu proponente, o nobel da economia de 1981, James Tobin), preconiza um tributo sobre as movimentações financeiras internacionais de carácter especulativo, que em 1971 sugerira, na sequência do fim da conversabilidade do Dólar em ouro proferido pelo presidente Richard Nixon, um novo sistema para a estabilidade monetária internacional em que incluia taxar aquelas transacções financeiras.

 

 

Muitos anos mais tarde, em 1997, o director do jornal Le Monde, Ignacio Ramonet, ressuscitou o debate sobre a Taxa Tobin, num editorial subordinado ao tema Désarmer les marchés. Por esta altura e na defesa da ideia de combater a Globalização e a força dos Mercados, propôs a criação de uma associação que preconizava a introdução daquele tributo: a ATTAC (Action pour une taxe Tobin d’aide aux citoyens).

 

Ramonet, também promotor do Fórum Social Mundial (movimento antiglobalização) de Porto Alegre, sugeriu ali a adopção do slogan «Um outro mundo é possível», ele que defendeu a inclusão da sociedade civil nos processos de construção de um outro mundo.

 

Hoje, ao vir a público esta informação pouco nos apraz dizer sobre a bondade do sonho europeu e da maldade da sua concretização, sobre o futuro que todos os dias se constrói e sobre os alertas que ao longo dos tempos foram sendo feitos por uma Esquerda apreensiva a uma Direita surda e mouca, dos estados-membros e da própria união. Será preciso todos estarem na lama para se imprimir a solidariedade dos pares, sobretudo daqueles que (in)voluntariamente arrastaram os mais vulneráveis para o referido lodo.

 

A questão económica da Europa não se esgota na Taxa Tobin, sem prejuízo de ser um princípio para um combate aos Mercados e às figuras sinistras e anónimas que os controlam. Pode ser um princípio para se falar de agências financeiras da própria UE e também das tão reclamadas Eurobonds.

 

Sem isso, então temos apenas mais uma operação de charme e basta-nos concluir, como diz o povo (porque esse é o sujeito e o objecto de toda a acção económica, porque a ciência não se esgota aos Mercados e à macroeconomia): "Depois de burro morto, cevada ao cu!"

 

 

cogitado por vics às 15:54
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Segunda-feira, 8 de Outubro de 2012

Piegas Povinho

 

Esse piegas povinho,

cigarras abundantes,

grevistas e birrinhas,

empresários ignorantes,

defensores de infelizes

deputados queixinhas

e de ressabiados juízes;

Invejosos das gracinhas

do Miguel das Patranhas

e do Álvaro dos Pastéis,

levam Paulo às aranhas

e o Pedro aos papéis;

Emprenhados de vícios,

sem IVA nos restaurantes,

Na crise são uns néscios

das chances aos errantes:

Se não gostam, que emigrem!

cogitado por vics às 05:25
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Sábado, 6 de Outubro de 2012

Simplesmente... espectacular!

cogitado por vics às 03:09
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Quarta-feira, 3 de Outubro de 2012

Uma Alarvidade

O Sinistro das Finanças chama-lhe um «enorme aumento de impostos» e eu chamar-lhe-ia "uma alarvidade", não sei se ao que anunciou se a ele mesmo. O que é certo, sem falar nas outras medidas a redução de 8 para 5 escalões e sobretaxa no IRS é um verdadeiro «soco no estômago» e um «aumento colossal».

Repare-se: à partida o escalão mais baixo (4.998 euros) e o mais alto (153.000 euros) manter-se-ão, logo, os outros seis terão que converter-se em apenas três; nesta perspectiva, ainda que se mantivesse as taxas, alinhariam pela mais elevada de cada um dos dois agrupados; ora se o mais baixo já vai levar um aumento e se todos "papam" com um agravamento de 4%, estão feitas as contas.

Para que servirá então a devolução de 1 subsídio aos funcionários públicos e 1,1 aos pensionistas?

Creio que, entretanto o 'Roubaça' Gaspar perdeu uma boa oportunidade para o exemplo (redução dos vencimentos dos governantes; redução do exército de assessores e motoristas pagos milionariamente; suspensão das despesas de representação; cancelamento dos cartões de crédito; redução do número de viaturas estatais) associando-as à renegociação das PPP, à redução do IVA da restauração, ao relançamento da economia, à devolução do futuro! Para além da crueldade implícita no pacote há um claro revanchismo e uma revolta com os «deputados queixinhas e os juízes do TC».

 

Pois bem, dois apontamentos apenas:

1.º Quem dá e tira vai para o Inferno!;

2.º Quem disse que o Inferno era lá em baixo estava a andar de avião!

 

E só mais uma: Gasparzinho, vai-te encher de moscas!!!

 

 
sinto-me: revoltado!
cogitado por vics às 18:00
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Ver para crer...

Sobre o anúncio de mais um pacote de medidas de austeridade:

 

«Este é o caminho da liberdade e da responsabilidade política, é o caminho que assegura o futuro de Portugal».

 

Vítor Rabaça Louçã Gaspar, Mininistro de Estado e das Finanças do Governo de Portugal,

Conferência de Imprensa em Lisboa, 03-Out-2012, 15h45

 

 

cogitado por vics às 16:36
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Terça-feira, 2 de Outubro de 2012

Última hora: Mais um aumento!

Na saga dos aumentos de preços, surge agora mais um: vai subir o preço dos preservativos, vulgo "camisinhas".

 

 

Justificação: já estava tudo teso e presume-se que a situação não só se mantenha como tenderá a agravar-se!

 

Cumpre-se, portanto, a regra básica da economia: aumenta a procura...

 

cogitado por vics às 13:58
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Segunda-feira, 1 de Outubro de 2012

Jornada Mundial pelo Trabalho Digno

Dado que a crise económica mundial continua a afectar muitos trabalhadores por todo o Mundo, sindicatos de todo o planeta voltam a organizar neste dia 7 de Outubro uma série de acções à escala mundial, para reclamar trabalho digno e pleno respeito pelos direitos dos trabalhadores.

 

 

A crise, a incapacidade ou a falta de vontade dos Governos para restabelecer o emprego e o crescimento estão a ter um impacto brutal por todo o planeta, em especial nos mais jovens.

Segundo dados oficiais, 75 milhões de jovens de todo o mundo estão actualmente sem emprego, enquanto muitos outros milhões trabalham em condições de trabalho precárias ou com carácter esporádico.

Assim, a FESAP volta a assinalar o Dia Mundial pelo Trabalho digno, de modo a alertar os governos em geral, e o Governo português em particular, para a necessidade de serem finalmente adoptadas políticas de combate ao grande flagelo social representado pelo desemprego.

cogitado por vics às 08:08
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