Quinta-feira, 27 de Setembro de 2012

Dia 5 de Outubro

No próximo dia 5 de Outubro assinala-se a Implantação da República Portuguesa. Trata-se do resultado de um golpe de estado organizado pelo Partido republicano Português que, no dia 05-Out-1910, destituiu a monarquia constitucional e implantou um regime republicano em Portugal.

A subjucação do país aos interesses coloniais britânicos, os gastos da família real, o poder da igreja, a instabilidade política e social, o sistema de alternância de dois partidos no poder (os progressistas e os regeneradores), a ditadura de João Franco, a aparente incapacidade de acompanhar a evolução dos tempos e se adaptar à modernidade — tudo contribuiu para um inexorável processo de erosão da monarquia portuguesa do qual os defensores da república, particularmente o Partido Republicano, souberam tirar o melhor proveito.

 

 

Em 2012, os tempos são outros mas creio que só mudam os protagonistas, vejamos:

 

1910 2012
subjucação do país aos interesses coloniais britânicos subjucação do país aos interesses da sra. Merkel
os gastos da família real os gastos da Administração Central (carros, cartões de crédito, assessores, despesas de representação, entre tantos outros) e do PR
o poder da igreja o poder da Maçonaria (e do Capital)
o sistema de alternância de dois partidos no poder (os progressistas e os regeneradores) o sistema de alternância de dois partidos no poder (os social-democratas e os socialistas)
a instabilidade política e social a instabilidade política e social
a ditadura de João Franco a pseudo-democracia de Cavaco
a aparente incapacidade de acompanhar a evolução dos tempos e se adaptar à modernidade a aparente incapacidade de acompanhar a evolução dos tempos e se adaptar à modernidade

 

Sem comentários.

 

cogitado por vics às 08:42
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Quarta-feira, 26 de Setembro de 2012

É preciso dizer «Basta!»

Intervenção política por mim proferida esta noite na IV.ª Sessão Ordinária de 2012, da Assembleia de Freguesia de Monchique, que integro como membro eleito nas Autárquicas de 2009:

 

 

«A assembleia de freguesia é um órgão autárquico de carácter deliberativo, onde os cidadãos se encontram representados, na sequência de acto eleitoral para o efeito.

 

Os membros deste órgão representam os cidadãos e nessa mesma função devem ser o porta-voz dos seus interesses, anseios e ambições.

 

É nesse registo que me dirijo ao plenário. Intervenho para manifestar a preocupação pelo rumo que o nosso país leva. Praticamente a assinalar o 102.º aniversário do regime republicano – cujo feriado deixará de existir e quiçá se dissimulará o motivo e o conceito associados ao mesmo –, estamos praticamente como se estava há um século atrás.

 

Se antes estávamos subjugados aos interesses coloniais britânicos, agora estamos dominados pelos interesses da senhora Merkel; se antes era uma família real que tinha elevados gastos, agora é uma Administração Central (Presidente, Assembleia, Governo e “instituíte” pública) que vive acima das possibilidades do povo, dos trabalhadores e dos seus rendimentos tão inferiores à média europeia, assim como ao mais baixo dos salários dos assessores dos assessores dos governantes; se em 1910 a Igreja tinha um enorme poder, agora é o Capital e as Lojas Maçónicas que o detêm; se antes havia um sistema de alternância entre dois partidos (os progressistas e os regeneradores), agora é entre social-democratas e socialistas – sem prejuízo das evidentes diferenças entre uns e outros e de outros e uns –; se antes estávamos à mercê da ditadura de João Franco, agora estamos na pseudo-democracia de Cavaco; se antes se estava perante uma instabilidade política e social e uma aparente incapacidade de acompanhar a evolução dos tempos e se adaptar à modernidade, agora estamos na mesmíssima situação.

 

É preciso dizer: basta! As pessoas não são cobaias, nem o território é um tubo de ensaio!

 

A fraude das PPP, do BPP, do BPN, da RATA e até do TDT e de outras siglas sem significado, têm servido apenas para empurrar a classe média para baixo e os mais necessitados para o empobrecimento forçado e catapultado os senhores do capital para um sucesso irreversível e onde só se fala em milhões de milhões e em número de pontos e vírgulas.

 

O erro devastador do aumento do IVA na restauração, do agravamento da carga fiscal sobre o rendimento do trabalho trabalhado, do encerramento de serviços públicos de proximidade, da má gestão do território conducente ao despovoamento e ao empobrecimento, do convite à emigração dos jovens com formação superior e da população activa, do desinvestimento na Saúde e na Educação, de uma TSU que se perfilava assassina e que ora recua e mandará, decerto, algo ao seu nível, tudo isto e outras mais, são má política, má-fé e mau auguro.

 

Apesar dos sacrifícios dos trabalhadores e daqueles que trabalharam uma vida inteira, aquilo que lhes foi tirado para pagar a dívida soberana não chegou, aliás, a dívida aumentou.

 

Não é esta a receita; não pode ser este o plano.

 

Como é que se justifica que afinal todos os sacrifícios do povo, dos trabalhadores e dos reformados não serviram de nada e que aliás o buraco financeiro cresceu?

 

É preciso outra receita para vencer a crise. E a crise vence-se do lado da despesa e não do lado da receita.

 

É preciso cortar nas despesas da Administração Central, nas gorduras da Administração Central: menos carros topo de gama, nenhum cartão de crédito, nenhuma despesa de representação, menos assessores e membros de gabinetes, vencimentos pagos pela tabela única remuneratória da administração pública e não fora dela, menos empresas públicas com vencimentos pornográficos, menos deputados, cortes nos vencimentos dos titulares de cargos públicos, menos parra e mais uva. Se os tempos são de crise, então que se concretize a tal tão falada ‘equidade’.

 

É portanto, tempo para os governantes darem o exemplo e também o corpo a manifesto, taxar o Capital, combater a evasão fiscal.

 

É tempo de investir no país e de devolver o futuro às pequenas e médias empresas, às pessoas e a Portugal!»

 

cogitado por vics às 23:28
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Segunda-feira, 24 de Setembro de 2012

Mais um ano

A todas as amigas e amigos que me foram presenteando ao longo do dia com mensagens, telefonemas e cumprimentos de afecto, agradeço reconhecidamente, porém acho que a partir dos 30 não se festeja o Aniversário, mas sim mais um ano a dar vida às amizades já construídas e a fazer novos amigos.

Creio que temos um desafio: deixar o mundo um pouquinho melhor do que o encontrámos. Tudo fica mais fácil quando sabemos que não estamos sós!

Muito obrigado pelos momentos que dispensaram em presentear-me com as vossas mensagens e pela vossa amizade!

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cogitado por vics às 23:38
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Terça-feira, 18 de Setembro de 2012

Quem é que ele vai fisgar?

Tenho cá para mim que a criatura vai acordar sobressaltada e ainda falha o alvo...

 

 

 

 

 

cogitado por vics às 03:47
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Domingo, 16 de Setembro de 2012

O palheiro a arder e ele a dormir...

cogitado por vics às 03:36
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Sábado, 15 de Setembro de 2012

Espasmos

O engraçado é que agora, alguns guardiões do último castelo dizem que o tom do secretário-geral do PS foi muito agressivo, que a crise foi deixada pelos outros e que o acordo com a troika também foi assinado pelos mesmos.
ok! Mas agora pregunta-se:
1) Mas AJS não terá sido tão só o porta-voz de todo um país revoltado? Claro que o foi. Acertou na letra e na música, aliás, tão bem como nunca antes.
2) É curioso que, sendo Sócrates o culpado da crise, os outros Estados não tenham lançado caça ao homem!
3) Então mas se a própria Troika diz que o caminho não é por ali, querem afinal enganar quem????

cogitado por vics às 17:23
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Sexta-feira, 14 de Setembro de 2012

O Povo, o Estado e o Capital

Por estes dias tem-se falado muito do pai mais rico da nossa sociedade, aquele que tem dois dependentes esbanjadores e que lhe custa imenso mantê-los sobretudo pela forma descuidada com que usam e derretem o dinheiro do trabalho trabalhado do seu progenitor. Falo naturalmente do Povo e dos seus descendentes o Estado e o Capital.

A este propósito, apraz-me citar um poema que não se esgota às palavras que reúne:

 

Povo

Há pessoas que começam antes dos rios

E acabam na imensidão dos mares.

Há pessoas que são fios

Apertados entre os lapedos dos teares.

Há pessoas que são estios

A regar de sede os pomares.

Mas há outras que não são.

Ficaram águas estagnadas, 

Turvas e  represadas

Pelos muros da palavra solidão.

 

Autor: Eduardo J. Duarte

 

cogitado por vics às 16:29
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Quinta-feira, 13 de Setembro de 2012

Sinto-me farto!

Sinto-me farto como nunca.

Fartíssimo de ser cobaia das experiências e experimentações do Sinistro das Finanças.

 

Farto, 

dos espamos insólitos do 'papa-pastéis' que dirige a pasta da DesEconomia e do Desemprego;

dos bitaites do professor guru dos tudólogos;

dos pentelhos do senil Catroga que aponta os fracos para pagarem a factura e se bate com quase 5 dezenas de milhar de euros em cima das pensões de reforma;

das parvoíces e afrontas de um bacouco que elegeram presidente de uma jota, que nem respeita juízes nem tribunais e que chama queixinhas a quem defende o povo;

de políticos preocupados só com a sua imagem e a sua carreira, com o tempero dos acepípes que morfam a todo o dia;

de um peso morto que alojamos e alimentamos num palácio em Belém;

dos discursos de um presidente que influencia a agenda dos partidos;

dos silêncios de um presidente sobre o rumo do país;

de Pedros Caldeiras, Joãos Rendeiros, Oliveiras e Costas, Dias Loureiros e de outros das mesmas Lojas;

de gabinetes perfumados a mofo e circunscritos a caves ou sótãos do Terreiro do Paço e que desconhecem o país real;

da sede de poder dos impreparados;

da decisão sem olhar a meios e a consequências;

da porra do "custe o que custar";

daqueles que se estão a lixar para as eleições e, consequentemente para os eleitores.

 

Fartinho mesmo!

 

Sinto-me farto da merda que é o sonho de Sá Carneiro tornado realidade!

 

Sinto-me farto da validade dos votos brancos se esgotar à noite eleitoral e de não conferirem mandatos.

 

cogitado por vics às 16:56
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Quarta-feira, 12 de Setembro de 2012

O Pedro: Antes & Depois…

 

ANTES DA POSSE

 

O nosso partido cumpre o que promete.

Só os tolos podem crer que

não lutaremos contra a corrupção.

Porque, se há algo certo para nós, é que

a honestidade e a transparência são fundamentais.

para alcançar os nossos ideais

Mostraremos que é uma grande estupidez crer que

as máfias continuarão no governo, como sempre.

Asseguramos sem dúvida que

a justiça social será o alvo da nossa acção.

Apesar disso, há idiotas que imaginam que

se possa governar com as manchas da velha política.

Quando assumirmos o poder, faremos tudo para que

se termine com os boys e as negociatas.

Não permitiremos de nenhum modo que

as nossas crianças morram de fome.

Cumpriremos os nossos propósitos mesmo que

os recursos económicos do país se esgotem.

Exerceremos o poder até que

Compreendam que

Somos a nova política.

 

DEPOIS DA POSSE

( Basta ler o mesmo texto acima, DE BAIXO PARA CIMA, linha a linha... )

 

 

 

 

cogitado por vics às 08:17
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Terça-feira, 11 de Setembro de 2012

Última hora: Sporting compra submarino

O Sporting Clube de Portugal vai adquirir um dos submarinos de Paulo Portas.

 

 

A decisão resulta do facto do autocarro actual não ser anfíbio e como tal não estar adaptado para circular abaixo da linha de água.

 

 

 

cogitado por vics às 19:06
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Domingo, 9 de Setembro de 2012

Percorrer o caminho, caminhando!

A nostalgia tem destas coisas:

A vida é uma viagem; nem sempre estamos ao comando e muitas vezes nem sabemos para onde nos levam. Temos apenas uma certeza, a de que nascemos e que o fim será trágico.

Portanto, há que aproveitar cada momento a promover a felicidade aos outros e viver em paz e feliz, e, em cada dia, procurar deixar o mundo melhor do que o encontrámos.

 

 

Tudo fica mais fácil quando não estamos sós nesse percurso.

Áqueles que me têm acompanhado desinteressadamente, agradeço a amizade pura e que retribuo com elevada estima.

 

cogitado por vics às 03:38
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Sábado, 8 de Setembro de 2012

Outra vez sopa!? Tem Avonde, porra!

Consta dos livros que os chineses constroiem a palavra "Crise" com dois simbolos que cada um per si tem um significado e que associam esses dois conceitos para definir o outro, a saber: perigo + oportunidade. A menos que J.F. Kennedy se tenha enganado no seu discurso em Indianápolis em 1959 e todos tenham ido nessa 'corrida'. Todavia ganha consistência essa tese: é que de facto a crise tem colocado em perigo o zé povinho e tem sido uma oportunidade substancial para os senhores do Capital.

 

 

Confesso que tinha uma réstia de esperança que, com os três troikanos por cá, PPC daria também o corpo ao manifesto, seguindo os seus irmãos de partido político Antonis Samaras e Mário Monti, porém foi apenas mais do mesmo!


Creio que, em tempo de assistência financeira e enquanto todos pagam 23% de IVA e vão sofrendo os aumentos sucessivos em tudo e o saque aos seus rendimentos do trabalho trabalhado, valeria a pena os senhores do Terreiro de Paço, de São Bento e o outro de Belém e mais todos os demais assessores directos e os assessores dos assessores destes e os motoristas de todos e mais os outros ainda que sendo especialistas por terem nascido prodígiosamente filhos de pai com cartão do partido dos que desgovernam o país e se governam com o que é nosso, repito, valeria a pena darem o corpo ao manifesto:

a) receberem vencimentos pela tabela ÚNICA remuneratória da administração pública;

b) prescindirem das despesas de representação;

c) prescindirem do cartão de crédito;

d) prescindirem do cartão de crédito gold;

e) optarem MESMO por funções públicas ou privadas, cumprindo aliás aquilo que exigem aos funcionários e ao comum dos mortais.


E mais, já valeria a pena terem vergonha, nomeadamente de fazer parar o país para anunciar como nova a porcaria da mesma receita estragada e que tudo envenena!

 

Apertar o cinto e baixar as calças ao mesmo tempo, não dá!!!! Escolham outro(s), porra!!!!


Já chega! Como se diz por estes lados: Tem Avonde!

 

cogitado por vics às 01:31
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Quinta-feira, 6 de Setembro de 2012

A vida... tem destas coisas!

Às vezes encontro-me sem me procurar e vejo-me a tentar descobrir o sentido da vida e das coisas. Há pouco tive um desses encontros e subitamente sou presenteado com mais uma composição ímpar de um homem da geografia dos mapas e de uma natureza humana de que há poucos, a que lhe foi distribuido o dom de bem escrever e de nos provocar e valorizar com aquilo que escreve.
Honro-me de um dia os caminhos se terem cruzado e de ter uma boa e pura amizade com esse geógrafo da escrita e da vida, meu amigo e conterrâneo Eduardo Duarte.
Permito-me partilhar:
 
VIDA ESCRITA

A vida vivida não se escreve
Nos resumos leves de um diário,
Pois não é uma sucessão breve
De notas nas linhas de um sumário.

A vida é teia que o tempo tece
Nas ruínas velhas de uma casa.
É fruto fugaz que amadurece,
É um ferro frio malhando em brasa.

A vida é pureza verdadeira
Engolida às gotas num só trago,
Às vezes sabendo a um fel vago
De ressaca antes da bebedeira.
 
Autor: Eduardo Nunes Duarte
 

 

 

cogitado por vics às 20:33
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