Terça-feira, 19 de Junho de 2012

Intervenção na assembleia geral da AF Algarve

 

INTERVENÇÃO DO PRESIDENTE DO JD MONCHIQUENSE NA ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA DA AF ALGARVE

FARO, 19-JUN-2012

 

 

Exmo. presidente da Mesa,

Exmo. presidente da Direcção,

Demais membros dos órgãos sociais da AFA,

Caras e caros colegas representantes e/ou presidentes dos clubes desportivos algarvios filiados nesta associação e promotores de futebol e futsal na região.

 

Muito boa noite,

 

Dirigimo-nos a este plenário em representação do JDM (Juventude Desportiva Monchiquense), clube fundado em 1963 e filiado desde cedo na AFA (associação de Futebol do Algarve). Fazemo-lo para trazer a lume uma questão de interesse colectivo e que a todos diz respeito.

Permitimo-nos fazer um ponto prévio:

1) este é o local próprio, e não outro, para apreciar e discutir as matérias relativas aos clubes filiados no que concerne ao futebol e futsal;

mais,

2) a AFA resulta e perdura da convergência e da reunião dos clubes promotores daquelas modalidades, e, a sua dinâmica – leia-se campeonatos e torneios oficiais – decorre da mesma relação entre clubes.

É, portanto, nesta circunstância, sobejamente importante o bom relacionamento e o estabelecimento de parcerias entre clubes.

São estas questões e o facto das mesmas terem sido beliscadas, e do próprio JDM se sentir magoado, que nos trazem aqui nesta intervenção.

 

Minhas senhoras e meus senhores,

 

Em 2008, ao assumirmos funções directivas no JDM procurámos: conhecer o passado, organizar-nos no presente e construir um futuro melhor. Quisemos saber de onde vínhamos, o que éramos e para onde queríamos ir. Analisámos o contexto interno (os pontos fracos e os pontos fortes) e a envolvente ambiental (o quadro de ameaças e oportunidades). Com base nisso definimos uma estratégia associativa: visão, missão, objectivos, programas, projectos e acções. Sabemos onde queremos estar em 2013, aquando do 50.º aniversário e sabemos o percurso que necessitamos fazer para consegui-lo.

No âmbito do futebol, num concelho com cerca de 6000 habitantes e fortemente marcado por uma população envelhecida, temos quase 200 pessoas envolvidas directamente com a modalidade, entre os quais praticantes, técnicos, colaboradores e dirigentes. Temos todos os escalões inscritos em competições oficiais, excepto o de juniores (sub-19), em virtude do reduzido número de jovens com esta idade. O técnico principal de cada equipa tem formação académica na área do desporto. Nem técnicos, nem jogadores auferem qualquer remuneração ou compensação pelos treinos ou jogos. Em Monchique e no JDM o “amor à camisola” é uma realidade.

Todavia, o nosso clube vê a sua acção dificultada em virtude de, quotidianamente, ter que existir, persistir e resistir aos efeitos nefastos das problemáticas da interioridade e da periferia. A par destes, já por si só muito penosos, lidamos também, de há dois anos a esta parte, com uma incompreensível competição fora das quatro linhas e de cariz, permitimo-nos, quase terrorista.

De facto, a estratégia e a dinâmica imprimidas no JDM deu-nos maior exposição e essa condição tem-nos valido um ataque surdo-mudo, materializado em sucessivos contactos feitos por outros clubes, por pessoas em nome de outros clubes ou por pessoas usando o nome de outros clubes dirigidos aos próprios jogadores dos escalões jovens – isto é, com as crianças; com menores de idade – no intuito de os aliciar a mudar de camisola e a iniciar uma carreira de futebolista de promissor sucesso garantido.

Abrimos um parêntesis para salientar que se trata dos primeiros resultados decorrentes da estratégia imprimida no clube nos últimos quatro anos, e de crianças cujo desenvolvimento de competências e aperfeiçoamento se tornou uma realidade evidente.

Sem prejuízo de melhor adjectivação e da própria e adequada tipificação jurídica para aqueles actos, tudo se torna mais grave quando somos colocados completamente à margem de todo esse processo, de todos esses contactos, como se simplesmente não existíssemos.

Agrava ainda mais esta situação quando a saída ou o abandono de um simples jogador pode pôr em causa a continuidade do escalão, a oferta desportiva de qualidade, a ocupação salutar de tempos livres e o contributo para adopção de estilos de vida saudáveis, a todos os indivíduos da sua idade residentes na área do concelho.

Consideramos, portanto, aquelas diligências como um ataque deplorável e um claro desrespeito ao clube, objecto social, estratégia, dinâmica, bem como aos dirigentes.

 

Caras e caros colegas dirigentes

 

O JDM, tal como qualquer outro clube aqui representado, não tem um valor diferente dos seus pares, ao contrário do peso que cada um tem nas votações nesta assembleia. No futebol, na sociedade, na vida, no dia-a-dia, cada clube vale por um clube e assim deve ser considerado e respeitado, seja qual for a sua dimensão, acção profícua e localização.

Assumimos a responsabilidade de defender os interesses do JDM e os seus objectivos estatutários, mas também, e por ser um clube filiado nesta associação, assumimos o desafio maior inerente aos objectivos desta entidade e do futebol na região. É nesse quadro, e tendo-o bem presente, que nesta assembleia geral denunciamos e repudiamos a demanda daqueles que vivem presos à fixação doentia do paradigma da unicidade de resultados exclusivamente colados à posição na classificativa e da obstinação de correlacionar o seu crescimento com o insucesso dos outros.

Cremos que esses feitos e esse modus vivendi se trata de um mau serviço a esta associação e ao futebol.

Portanto, este não é um problema do JDM, nem de nenhum outro clube que esteja inserido num território, periférico, despovoado e com idêntico quadro de adversidades; esta matéria é do interesse de todos os clubes, ou seja, da associação. O ataque que silenciosamente nos tem sido dirigido é, obviamente, desferido simultaneamente a esta associação e ao futebol e futsal na região.

Terminando, a este propósito permitimo-nos citar a escritora Agustina Bessa-Luís «A competição é só civilizadora enquanto estímulo; como pretexto de abater a concorrência, é uma contribuição para a barbárie.»

 

Posto isto, em prol do futebol e da modalidade na região, torna-se imprescindível que ao nível da associação os clubes celebrem um compromisso para a criação de um quadro de relações assente na entreajuda e no respeito mútuo.

 

Muito obrigado! 

cogitado por vics às 23:18
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As mãos do leme

«Toda a capacidade dos nossos estadistas se esvai na intriga, na astúcia, na cabala, na vingança, na inveja, na condescendência com o abuso, na salvação das aparências, no desleixo do futuro.»

Rui Barbosa – Colunas de Fogo, 79

 

 

Pior do que uma tempestade no mar alto é ao leme termos um mau par de mãos.

 

cogitado por vics às 12:05
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Sábado, 16 de Junho de 2012

Intervenção em "O Dia do ISMAT"

 

DISCURSO DO PRESIDENTE DA AAAULA NO DIA DO ISMAT PORTIMÃO, 16-JUN-2012

 

Ilustre presidente do Grupo Lusófona e Administrador do ISMAT

Prezado Director do ISMAT

Caríssima Delegada do Administrador (e trave mestra) do ISMAT

Exma. Presidente da Junta de Freguesia de Portimão

Exmas. e Exmos. coordenadores dos departamentos, directores de cursos, docentes e funcionários do ISMAT, Adjunto da Administração e Provedora do Estudante

Exm.º Presidente da Associação Académica, demais dirigentes associativos, magíster e restantes membros da ISMATUNA

Exm.ª Prof. Doutora Maria Manuel Serrano

Caro Dr. Pearce de Azevedo e esposa

Caríssimas e caríssimos colegas recém-diplomados, antigos e actuais alunos

Caras e caros familiares dos membros desta academia e restantes convidados

 

Minhas senhoras e meus senhores

 

Bom dia.

Ao encontrar-me neste espaço e perante este plenário só me apraz provocar e ouvir um “viva” ao nosso instituto que hoje completa mais um aniversário num percurso notável a promover a qualificação de recursos humanos, a estimular e a desenvolver o potencial humano.

Viva o ISMAT!

 

Represento neste acto solene a AAAULA (Associação dos Antigos Alunos do grupo Universidade Lusófona - Algarve) – uma instituição sem fins lucrativos, fundada em 20-Jul-2004 e que representa todos os diplomados pelo ISMAG, pelo ISHT e pelo ISMAT, ou seja pelo Grupo Lusófona no Algarve. 

De facto, todos os diplomados encontram na AAAULA a entidade que os representa; todavia as associações constituem-se de associados. Há um procedimento que é exigido: associar-se, envolver-se, participar nas suas actividades e ser parte integrante da sua dinâmica.

Hoje, no movimento associativo tal como na sociedade, são imprescindíveis elementos dinâmicos, disponíveis e pró-activos. Sabemos que é mais fácil apontar o dedo do que arregaçar as mangas. Mas lembramos que todo aquele que aponta um dedo tem pelo menos três outros dedos a apontar para si.

Peter Drucker disse que «A melhor forma de prever o futuro é criá-lo». Portanto, entendamo-lo como um conselho e um desafio. Aproveitemos a energia disponível para dar um contributo para que o mundo fique um pouco melhor do que o encontrámos.

Na associação dos antigos alunos – AAAULA – encontramo-nos a desenvolver um inquérito online, divulgado no nosso blog e também no facebook, através do qual nos propomos conhecer melhor cada diplomado; qual o curso em que se formou; se está a trabalhar nessa área; e se a sua formação teve influência na sua carreira ou no acesso a nova profissão.

É nosso intuito criar relações estreitas, criar redes de contactos, promover a reunião, o convívio, desenvolver actividades de cariz cultural, formativo e académico, tais como: seminários, conferências, acções de formação, meros convívios, jantares, rituais académicos e, claro está, reviver as saudosas noites de copos, com gritos académicos e capas ao alto.

É nosso propósito, portanto, contribuir para a consolidação do projecto universitário e, também, manter acesa a “chama académica”.

Por isso defendemos que, neste estabelecimento só há porta de entrada. Não temos porta de saída. O ISMAT são os órgãos e as individualidades académicas, o corpo docente, funcionários e colaboradores, mas sobretudo os alunos e, também, os antigos alunos – os diplomados. O ISMAT somos todos nós.

É neste sentido que desafiamos e convidamos os recém-diplomados a associarem-se à AAAULA. Naturalmente, este convite é extensivo a todos aqueles que já terminaram o seu curso há mais tempo e que ainda não são sócios.

 

Caras e caros colegas,

Quanto maior for o número de associados, maior é a nossa dinâmica, maior é a força da associação, maior é o peso do instituto, maior é a importância das marcas ISMAT e Lusófona no Algarve.

Este apelo à coesão, à união, à reunião é tão mais importante porque entendemos que num contexto de crise, como aquele que se vive desde 2008, a superação, a resistência e a sobrevivência decorrem das sinergias, das parcerias e dos actos de entreajuda que se estabeleçam.

Minhas senhoras e meus senhores

Hoje festejamos o Dia do ISMAT. Assinalamos mais um aniversário sobre a data em que nasceu este instituto universitário, produto da fusão dos antigos ISMAG e ISHT. Já é um período considerável e sempre em franco crescimento.

Mas somos chamados a festejar mais do que isso: festejamos mais do que as lutas pelo crescimento e desenvolvimento desejados no início deste novo século; festejamos a vontade arrojada de há duas décadas atrás, sobre a abertura do primeiro curso da marca Lusófona em Portimão; solenizamos todos e cada um dos homens e mulheres que foram construindo aquilo que hoje é o ISMAT; celebramos todos aqueles que superaram as dificuldades e venceram os contratempos. A este propósito lembramos a fusão dos institutos, a autorização para as licenciaturas, entre tantos outros episódios que engrossam e enfatizam a nossa história e ainda nos valorizam mais. Recordamos também outras diligências que se confundem com a história do ISMAT; exemplo disso é a luta pela democratização no acesso à profissão de arquitecto que o movimento associativo estudantil também travou a partir de Portimão e à escala nacional. Tudo isto nos traz a esta certeza: todos, todos nós que protagonizámos esses episódios estamos hoje de parabéns!

 

Minhas senhoras e meus senhores

Não vou delongar-me mais, até porque já partilhei convosco a mensagem da AAAULA e o próprio sentimento pessoal sobre este dia e esta efeméride. Porém queria ainda sublinhar que é imenso o orgulho que eu próprio tenho em fazer parte desta academia, cada vez com melhores e mais bem preparados docentes, com melhores programas e conteúdos, com melhores cursos e com melhores resultados. Estes últimos – os resultados – têm tido sempre a sociedade civil a testemunhá-los. Permitimo-nos salientar os êxitos alcançados por alunos do curso de Arquitectura, em concursos em que têm participado. Nos últimos dois anos foram vários os casos, porém personifico-os no colega Guilherme dos Santos, do 5.º ano, que alcançou o 2.º lugar num concurso internacional lançado pela Austrália (Urban Collective Modular Building Design Challenge 2012).

 

Minhas senhoras e meus senhores

O sentimento só pode mesmo ser de orgulho; na instituição, nos seus membros e naquilo que ela representa, tendo ao leme um Director e uma Administração motivados, empenhados e dedicados.  

Acredito que esse espírito decorre não só do carácter do nosso patrono Manuel Teixeira Gomes, mas também de uma outra figura irrepreensível, incansável e ímpar desta academia, desta casa, desta família, cujo diligente empenho e desempenho a todos contagia, dessa referência que é a nossa – permitam corrigir o nome do cargo –, “Administradora permanente”, Dra. Ivone Portugal, para quem peço um forte aplauso.

É a energia inesgotável da Dra. Ivone, a sua atitude e o seu carácter que nos envolve e aumenta a vontade de querer ajudar a continuar a escrever bonitas páginas na história desta academia e a contribuir para a construção de um futuro melhor.

Termino subscrevendo o pensamento de Gandhi «Nas grandes batalhas da vida, o primeiro passo para a vitória é o desejo de vencer!»

Pela Lusófona, pelo ISMAT, pela AAISMAT, pela AAAULA, por nós:

Juntemo-nos e venceremos!

 

Viva o ISMAT!

cogitado por vics às 09:45
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Domingo, 10 de Junho de 2012

A lucidez da liberdade de expressão

cogitado por vics às 23:51
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Quinta-feira, 7 de Junho de 2012

O erro Crato

Crato entendeu desvalorizar a disciplina de "Educação física e desporto" retirando-lhe carga horária e atafulhando-a no saco das "expressões e tecnologias" onde já cabe tudo o que não é teórico, como é o caso de TIC, Educação Visual e oferta escola. Enfim...  

 

 

O grande problema está na fome doentia de cada novo ministro mexer naquilo que existe só para mudar. Mal vão as "pastas" quando os seus titulares introduzem mudanças sem ter feito um diagnóstico plausível, uma caracterização da situação existente e um estudo das eventuais alterações a introduzir, caso se mostrassem necessárias, incluindo os efeitos das mesmas.

Aquilo que está em cima da mesa é simplesmente um retrocesso brutal e nojento, pois mais do que mexer numa profissão interfere com toda a gente. Vejamos: a sensibilização desde cedo para o exercício físico, a prática desportiva associada à população activa como elemento importante para eliminar o stress e promover a saúde e o envelhecimento activo são conceitos que vão desaparecer, lamentavelmente.

Mais do que uma disciplina, estamos perante uma questão sociocultural, porquanto preconiza o desinvestimento em estilos de vida saudáveis.

Estamos perante um erro crasso.

Se era isso que queria, Crato vai mesmo ficar na história.

 

http://cnapef.wordpress.com/2012/06/04/carta-para-o-ministro-da-educacao-estudantes-de-mestrado-de-ensino-de-educacao-fisica-da-universidade-lusofona-lisboa/

 

cogitado por vics às 23:05
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