Sexta-feira, 8 de Janeiro de 2010

Diferenças iguais!?

A influência da ciência, do racionalismo técnico e da tecnologia que permitem ao homem um domínio acentuado sobre a natureza, vem sobremaneira sublinhar a crise de valores, ou a contestação dos valores tradicionais, que filósofos, sociólogos e pensadores prologaram no ido século XIX, como sejam Marx, Nietzsche e Freud.

Contudo, uma sociedade do século XXI, moderna e plural, deve assentar em pilares fortes, robustos e bem alicerçados, garantidos pela liberdade, igualdade e democracia, ainda que tenham havido mutações de mentalidades e de valores.

Bem assim, pergunta-se se fará sentido entender como igual o que é diferente, se isso fará algum sentido e se tal não se assumirá como um claro desrespeito às diferenças.
 
Com o devido respeito, ainda que na lei possamos criar normas equiparadas para contextos diferentes não podemos considerar igual aquilo que é distinto.
 
O casamento poderá assumir várias formas – aberto ou liberal, arranjado, civil, de conveniência, morganático, nuncupativo, poliândrico, poligâmico, entre outros –, mas, na minha modesta opinião, mais do que um contrato civil, é um sacramento religioso e nunca pode abandonar esse conceito.
 
 
Apontamento 1
A maior parte das sociedades apenas reconhece o casamento entre um homem e uma mulher, pese embora também seja plenamente reconhecido entre pessoas do mesmo sexo – como se pretende agora em Portugal – nomeadamente na África do Sul, Bélgica, Canadá, Espanha, EUA (nos estados de Massachusetts, Connecticut, Iowa, Vermont e Maine), Holanda, Noruega e Suécia, assim como nalgumas confissões religiosas protestantes.
 
Apontamento 2
Aquilo que Nietzsche se propõe realizar é uma transmutação dos valores, criticando os valores tradicionais, sobretudo os morais fundados no Cristianismo. Aliás, proclama a «morte de Deus», isto é a morte dos valores tradicionais e da submissão do homem aos mesmos. Defende que, «o novo homem», ultrapassado o estado de crise de valores, é o criador de novos valores.
Por seu turno, Marx, critica os valores tradicionais, realçando as diferenças sociais, apontando a luta de classes como forma de superar as diferenças sociais existentes na sociedade.
Por último, Freud centra a sua crítica numa nova concepção do homem, valorizando o inconsciente na explicação do comportamento humano.
cogitado por vics às 03:09
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