Terça-feira, 29 de Dezembro de 2009

Somos o que fazemos

Os valores, as dores e os amores que me marcam trago-os à “flor da pele” sem pejo, receio ou vaidade; faço-o, simplesmente, porque não tenho vergonha deles e por nunca sequer pensar que, alguma vez, pudessem criar preconceito ou simpatia de outros, e de grandeza tal, que levasse alguém a fazer o inimaginável, o inaceitável, o deplorável.

Sou católico e tenho os sacramentos todos até ao crisma; sou benfiquista (e sou sócio, o 150618); sou socialista (sou militante – o n.º 30209 – autarca e dirigente partidário); na Universidade fui estudante e dirigente académico; nas colectividades a que me associei fui sócio activo e muitas vezes também assumi funções de direcção. 
Não obstante, não sou fanático nem fundamentalista (politicamente, já votei em branco quando a campanha não foi esclarecedora e já estive contra a indicação do Partido. Recordo, a título de exemplo, quando subscrevi a candidatura de Manuel Alegre a Presidente da República, em que o PS escolhera outro candidato). 
Na vida e em cada momento e cada situação, tenho procurado sempre não confundir contextos, nem misturar sentimentos.
Em suma, sou aquilo em que acredito.
Nunca pensei, porém, que aquilo que sou criasse tal preconceito a terceiros que os levasse a agir num registo em que numa sociedade ocidental, em pleno século XXI e terceiro milénio, não tem o mais ínfimo cabimento e a eventual hipotética aceitação.

Aparte das demais diligências que sou forçado a tomar, hoje integro nas minhas rotinas diárias (e daquelas que realizo logo pela manhã), a necessária consulta da edição online do Diário da República, não vá alguém lembrar-se de ter publicado algo que me prejudique (ou beneficie; o que é mais improvável), voluntária ou propositadamente, e se tenha esquecido de me informar ou notificar.

 

 

Apontamento:
Já Eduardo Galeano nos presenteou da seguinte forma: «Somos o que fazemos, mas somos, principalmente, o que fazemos para mudar o que somos».
 
cogitado por vics às 19:08
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2 comentários:
De humAna a 21 de Janeiro de 2010 às 17:00
Nem sempre somos o que fazemos...
muitas vezes fazemos o que podemos...
Logo somos o que podemos!!!

Até determinado momento na minha vida fiz tudo o que queria com base no que acreditava...
depois descobri que não é possível viver assim...

Somos quem somos e como somos:
sinceros, verdadeiros, sem rodeios, sem pudores, mostrando os nossos devaneios, receios, medos, loucuras e sentimentos... rimos e choramos como se sozinhos estivéssemos apenas com muito poucas das pessoas com quem partilhamos a vida... no entanto são estes e destes as memórias que guardamos e guardaremos para sempre...

Para os outros somos simplesmente o que podemos ser... sem violar o que somos...

O ser humano tal como os animais na selva
persegue os mais dóceis e frágeis...
Cabe a cada um de nós mostrar mo nos o mais forte!
De Anónimo a 23 de Janeiro de 2010 às 11:57
Mostre aos outros calma e serenamente com trabalho profícuo, que você é melhor profissionalmente que outros, cumprindo zelosamente e com lealdade o trabalho que lhe foi distribuído. O reconhecimento pode tardar um pouco. Mas mais tarde ou mais cedo isso vai acontecer ainda que tal facto possa causar desconforto a muitos. A vida sem luta não tem graça nenhuma. È nos momentos difíceis da vida que as vitórias se tornam mais saborosas. É preciso não esquecer que também outros, próximos, já tiveram na “prateleira” e com o ego em baixo e souberam com paciência, voluntarismo e persistência dar a volta por cima. Também eles melhor do que ninguém sabem dar valor às injustiças!

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