Sexta-feira, 12 de Junho de 2009

Dividir o Povo para reinar em Bruxelas

No passado dia 7 de Junho, tal como se perspectivara, a maior parte da população não exerceu o dever cívico, nem gozou o direito de cidadania, materializado na acção de votar.

As Eleições Europeias de 2009 deixam-nos, de entre os vitoriosos – todos: os superlativos, os relativos, os especulativos, os putativos, excepto os efectivos, porque afinal, ninguém ganhou com isto, e ainda, os alienados – uma conclusão: aquele que obteve o lugar cimeiro foi a senhora ‘abstenção’. E o mais interessante é que não surpreendeu ninguém. Pois esse sentido terá sido deslocado quase em exclusividade, pelos mais atentos, para a grandeza dos votos brancos e dos votos nulos. Se o nulo é apenas o manifesto de tempo, tinta e actos perdidos – simplesmente, porque não vale nada –, já o voto branco tem um significado.

Quem se desloca à sua secção e à cabina de voto e, simplesmente, dobra o boletim e leva-o até ao depósito na urna exerce um dever cívico, goza um direito de cidadania e manifesta uma opinião: não concorda ou não se revê em nenhuma das candidaturas/candidatos. Domingo, foram muitos os que assim votaram e, talvez, e apenas, por uma única razão: assistimos a uma campanha, no mínimo deplorável. Ataques pessoais, recusa das temáticas inerentes às atribuições do órgão que é objecto do sufrágio, em detrimento da introdução de assuntos ligados a outros órgãos, outros agentes e outras eleições, provocando apenas e só a confusão.

Com efeito, há muitos que interpretando textualmente a ‘teoria do caos’ como se tratasse da ‘teoria da desordem’, ficam à espera do ‘efeito borboleta’, que bate as asas no Brasil e desencadeia um tornado no Texas.
Não basta ofenderem-se uns aos outros e a nossa inteligência, como também a memória de Edward Norton Lorenz (23.Mai.1971 – 16.Abr.2008).
Aparte dos objectivos obtusos ou abstrusos de alguns dos protagonistas, quero acreditar que entre todos haveria alguém de boa fé, que acaba por ser prejudicado, nomeadamente com a sua não eleição e que certamente também se abstraiu da metodologia de algumas das campanhas e do bater de asas de algumas das ‘borboletas’ que se perfilaram.
Enfim, estão escolhidos os homens e as mulheres que em Estrasburgo e Bruxelas são Os Portugueses.
cogitado por vics às 20:29
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